No Dia das Crianças, uma news especial sobre amor e educação

Nosso texto de hoje não poderia ser mais especial. Comemorando o Dia da Criança, trazemos um texto produzido por Nilson Ayala Queiroz, um dos maiores entusiastas da adoção no Rio Grande do Sul, que tem protagonizado iniciativas como o Pais de Coração, um movimento que começou com um livro lançado por ele, tomou corpo e se tornou uma rede de fomento à adoção no Brasil, disponibilizando um aplicativo que facilita a aproximação entre quem quer adotar e quem precisa ser adotado.

O projeto Pais de Coração tem sua página no Facebook, onde disponibiliza conteúdos, eventos, ações de incentivo e muito mais. Sem fins lucrativos, o movimento se destina 100% a apoiar a causa da adoção, por meio de histórias reais que trazem para a vitrine o convívio entre pais e filhos Do Coração, tendo como base a fórmula: adoção + amor podem transformar vidas.

Fundador do movimento, Nilson Ayala Queiroz é também presidente da SUCESU-RS, investidor e consultor no SushiBoss.

Veja abaixo o texto criado especialmente para nossa news. Esperamos que, como nós, você também se emocione e se motive. Boa leitura!

 Atenção e intenção: um manifesto de amor neste Dia da Criança

Estes dias, eu estava numa daquelas tentativas de meditação para acalmar meu ser, quando escutei uma fala sobre a “atenção e a intenção”, onde dizia que a atenção energiza (foca) e a intenção transforma. Meu lado de Pai logo viajou para minhas atitudes com meus dois filhos ao longo da criação e educação que até agora dei a eles.

Percebi que a “atenção e intenção” estiveram presentes desde que os conheci, desde que resolvi adotá-los. Vi o quanto eles, como crianças ainda, um com 4 anos e outro com 7, necessitavam de minha “atenção” para que fossem aqueles filhos que eu “intencionava” que fossem: bondosos, éticos, carinhosos, amorosos, bons cidadãos, enfim, bons seres humanos, preparados para serem felizes.

Esta “atenção e intenção” fez com que eu me expandisse, mexendo bem no âmago de minha vida, no meu sentido de vida. Meu campo de ação agora não se delimitava somente a mim, agora meus filhos expandiram minha “atenção e intenção” além de minha vida e, consequentemente, levaram junto o que realmente era mais importante para mim do que eu mesmo.

Mas o curioso e extraordinário é que percebi que meus filhos fizeram com que minha atenção e intenção fossem ainda mais expandidas, fosse além deles. Pois agora com seus olhinhos lindos, suas atitudes pueris, aquela voz de criança me pedindo “atenção”, cantando e rindo com eles, com vontade que aqueles momentos bons nunca acabassem, fizeram com que eu ficasse ainda mais sensível e humano, desejando um mundo feito de boas pessoas e melhor para eles conviverem e viverem.

Acima eu ilustrei o exemplo que vivenciei como pai, mas percebo que todo o cidadão, tendo filhos ou não, poderia ser mais “atencioso” e cultivar boas “intenções” com as crianças que habitam nossa comunidade, pois estaríamos trabalhando na proatividade e não na reatividade quando as crianças se tornam adolescentes adultos e já custa bem mais caro para transformá-los para o bem.

E seria melhor ainda que essa “atenção e boa intenção” tivessem o alicerce do amor. Dar “atenção e ter boa intenção” aos filhos, ou do cidadão com as crianças de um abrigo, por exemplo, de forma protocolar, só para cumprir o papel de pai ou de bom cidadão, me parece que não tem o mesmo efeito de quando estas são realizadas com AMOR.

E me acolho novamente de um exemplo que aprendi na adoção como pai de coração: a nossa “intenção” com aquele filho que vem pelas vias da adoção, que na maioria das vezes tem deficiências escolares e de educação, é dar a máxima “atenção” para que eles estudem. Mas aprendi que, antes, deve-se “cultivar e construir a relação de AMOR”, pois é este que vai dar a ele a segurança de se mover no mundo, o alicerce da relação pai e filho, e no caso, será o alicerce para fazer ele estudar.

Também vai haver diferença se você, como cidadão, der atenção e tiver boa intenção acompanhadas de amor àquelas crianças que você vê na rua, no abrigo ou nas casas lares. Pois a compaixão é um sentimento derivado do amor, ou mesmo paralelo a este, e, assim, desejamos a estas crianças, além da felicidade, que sejam livres de sofrimento.

Novamente, como no caso anterior acontece, você também será o alvo do seu próprio amor, você vai se sentir bem e ajudar a melhorar o mundo em que você vive, não vindo a sofrer as consequências destas crianças quando adultos por terem sido negligenciadas de amor, pois quem pode vir a adotá-las são as drogas e o crime.

Assim, podemos deduzir então que a atenção e a intenção juntas transformam, e quando acompanhadas de AMOR, este intensifica ainda mais esta transformação, pois por si só “O AMOR TRANSFORMA”.

Por fim, digo a vocês que meus filhos me transformaram para melhor. Alguns me cumprimentam por ser Pai de Coração como se eu fosse um herói. Sim, todo o pai é um herói nesta vida contemporânea que vivemos que não está fácil alimentar e educar os filhos. Mas na realidade sou eu que tenho uma dívida eterna com os meus amados filhos, pois não tem preço o que eles têm me dado de tão precioso todos os dias e que se chama “vitalidade”!!

O dia 12 de outubro, é o DIA das CRIANÇAS no Brasil, e está aí para nos lembrar delas. A escolha desta data se deu porque nesse mesmo dia, no ano de 1959, o UNICEF oficializou a Declaração dos Direitos da Criança. Nesse documento, se estabeleceu uma série de direitos válidos a todas as crianças do mundo como alimentação, amor e educação.

E agora aqui eu te provoco e termino meu manifesto: você, como Pai e/ou cidadão, está energizado, procurando transformar o mundo, semeando amor e produzindo sorrisos de alegria nas crianças e de solidariedade nos adultos? Se pensa em fazer algo, você tem sempre a chance de fazer isto a qualquer momento. Então, faça! Não deixe para depois. Pois o tempo para elas se tornarem adultas voa.

 

Dica de Livro – A fábrica do cretino digital: os perigos das telas para nossas crianças

Segundo estudos apontados neste livro, 30 minutos por dia de uso de telas, como tablets ou smartphones, são capazes de comprometer o desenvolvimento intelectual de uma criança. Apesar disso, o consumo médio destes recursos por crianças de 2 a 8 anos tem ficado em cerca de três horas por dia, mundialmente.

Nesta obra, o neurocientista Michel Desmurget, diretor de Pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, avalia os males causados pelo excesso de telas e propõe uma análise sobre graves consequências que ele pode ter no desenvolvimento de crianças, adolescentes e futuros adultos.

Uma reflexão crítica sobre o hoje e o amanhã de nossas crianças e nossa sociedade. Um alerta a se ficar atento!

 

Dica de Filme – De Repente uma Família

Três crianças adotadas. Um casal muito feliz com a nova família. E muita… Confusão! Essa é a receita seguida por esta comédia, que esbanja cenas caóticas e, ao mesmo tempo, deliciosas, nas quais o convívio familiar, questões sobre adoção e muito sobre amor são tratados pelo viés da sensibilidade e da superação de barreiras. Emocionante, divertido e imperdível! Disponível na Netflix.

 

VOCÊ SABIA?

Você sabia que, se tem intenção de adotar, existe um grupo onde buscar apoio e capacitação? O Elo Adoção é passagem obrigatória para pais pretendentes na linha da adoção, trazendo palestras e eventos que tratam de temas fundamentais.

O próximo na programação da organização é o Simpósio Online Elo, que ocorrerá nos dias 29 e 30, trazendo as palestras A Pluralidade no Afeto e na Prática de Cuidado, Amor sem limites – a parentalidade na atualidade, Laços que Importam – questões de gênero e sexualidade na adoção, Qual a Cor do Amor? (questões de raça nas adoções inter-raciais) e Toda Forma de Amor – adoção de pessoas com deficiência.

Interessados podem se inscrever aqui.

O Elo também promove grupos reflexivos mensais, com mediação de profissionais capacitados e abertos a todos interessados. As conversas são online e os grupos se formam via Whatsapp, focando 10 municípios gaúchos. CONHEÇA!